"Viajo no tempo, em busca de algo,
em busca de nada, na incerteza que
o tempo o tempo me pode ofertar,
me impera a minha preocupação,
me ocupo em pensamentos vagos,
na esperança na ânsia do amanhã
ser coroado de realizações e de
emoções inesquecíveis.
Viajo no tempo de vaga em vaga
ao sabor do vento, me deixo levar
numa qualquer calma e ancorar-me
na esperança do amor, me achar
quando moribundo perdido no tempo
tentava me encontrar...
Meus olhos vazios de esperança do nada,
observam ao longe para lá do horizonte,
onde se deslumbra o começo do imaginário,
e o findar do mundo real, vivo cada momento
da vida com intensidade, e me deixo ir no
impulso saboreando os prazeres, que a vida
me oferta sem pensar no amanhã, quando
viajo no tempo em puras narrativas em atos
românticos e poéticos.
Viajo no tempo em busca da minha identidade,
de me achar a mim mesmo, de achar o rumo
certo para felicidade eterna, mas no meio desse
meu caminhar lento vago impera adversidades,
que tento ultrapassar na certeza que a minha
caminhada não se vá em vão, quando me perco
em sonhos em puras fantasias de alcançar o novo
amanhã retentor florido de amor e paixão eterna...
Simplesmente... Viajo no tempo na esperança do
nada, nas assas do vento e me perco no espaço
vazio, desse tempo em incursões do amor me
aventurar e me perder nele em gestos românticos
em caricias no infinito do tempo na sua incerteza...
O que será que o meu futuro me reservará, mas
simplesmente viajo no tempo..."
Nuno Freitas
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