"Vagando na vida num compasso lento a
deriva sem rumo, quando num lapise te
cruzaste com a minha vida, com a minha
estrada, tornando o destino surpreendente,
encontrei-te no meio do nada já sem esperança
de te encontrar, e tu encontras-me também,
afinal tudo o que se procura se acha e vem na
hora certa, suavizando a minha vida trazendo
alegria pro meu planto.
Agora que te encontrei neste meu caminhar
a deriva na certeza do nada, me ancorei em ti,
para me perder no seu amor, viajar contigo em
puros atos românticos, na imensidão do tempo
em passos lentos e felizes, desgostando um ao
outro com delicadeza e ternura e paixão ardente.
Todo o meu caminhar sem planear nada
foi em vão, pois tu chegas-te sem me avisar
de mansinho, trazias na bagagem toda a ternura
e o amor e a felicidade para me dar, estranha
bendita encruzilhada do amor, o destino é assim
mesmo nos prepara sempre uma surpresa agradável,
quando eu já moribundo perdido no tempo esperando
te encontrar e me fluir em ti, no seu amor para lá do
imaginário do tempo...
Eu cheguei... Tu chegaste... Ambos nos
encruzilhamos e nos perdemos em olhares
indiscretos, nos encantamos mutuamente e
deixámos-nos ir no impulso na leveza do
vento, nos entregamos mutuamente acariciando
nossos corpos com ternura e paixão e viajamos
no imaginário de seduzir um ao outro, no espaço
vazio do tempo, nos amamos muito no compasso
do tempo, como se não houvesse o amanhã com
intensidade na incerteza no depois...
Nossas vidas se cruzaram se enlaçaram eternamente,
e perderam-se em gestos românticos no infinito do
tempo, quando eu num ato tresloucado declamei o
amor poeticamente atingindo o seu coração que se
abalou com o meu e ambos se fluíram felizes num
só para lá dos tempos...
Simplesmente... Encruzilhada do amor..."
Nuno Freitas
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