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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

“Noite.”

“Noite observo-te!... Teu território, 
teu espaço sombrio, sua extensão, 
sua dimensão, onde eu me ocupo 
nesse espaço vazio, sombrio da 
noite solitária, causando em mim, 
uma profunda melancolia, quando
me entrego sem contemplação, aos
desígnios da noite em puras incursões
aventureiras e poéticas, em busca de
preencher o meu espaço... 

Um horizonte negro, manchado 
resplandecer de um brilho diferente,
em cada lugar teu, que é ofuscante  
de uma incerteza natural, quando 
nela me pouso e me deixo ir no meu
imaginário, há descoberta de algo 
esplendor, que me traga o brilho de 
novo ao meu rosto, que em outra hora
se apagara no tempo, na noite. 

Envolve ao horizonte com inocência, 
intervir no ordenar da razão, quando
me ponho a pensar, recusas ao mundo
tua esplendor-idade, pois teus segredos,
habitam em sua escuridão imensa, que
me fascina quando me envolvo na noite
e tento descobrir seus mistérios… 

O universo estrelado, dependente de teu
império, são a fetos, em teu agitar-se 
disfarçado, que atrai mistérios ocultos,
que chegam a causar-me pasmo, quando
em seu espaço vazio da noite me perco 
na imensidão do tempo... 

Noite sugeres-me sempre o desconhecido,
quando em ti vagueio na incerteza, és 
dominante de um rumo de quem foi 
derrotado pelo desfalecimento da 
curiosidade de desvendar os seus mistérios...

Ai noite és tão bela e formosa, despes-te
de preconceitos, mas tendes mistérios 
infinitos, quando nela me vagueio a deriva
na sua imensidão e me perco em seu espaço
poetizando, em compasso lento na tentação
de me fluir nas efeminas belas, que por ali
pernoitam apreensivas, quanto aos meus 
atos intempestivos, poéticos e românticos.

Noite és esperança nua que me beijas, 
quando em seu seio perdes o rosto, 
noite que me abraças, quando em ti me
enamoro na incerteza do seu findar, ao 
despertar do raiar do dia. 

Noite, és escuridão e solidão, mas também
és fascinante no que me proporcionas, 
quando eu solitário me aventuro em ti e me
enamoro de ti na imensidão do teu horizonte… 

Simplesmente… Noite…” 
Nuno Freitas 

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