"Quando já não previa, não fazia ideia,
quando já sem esperança, sem alento,
vagando por ruas e vielas desertas
desnudas de nada a deriva, solitário no
meu pensar profundo, apenas se ouvia
o sussurrar dos pássaros que ali passavam,
te encontrei por entre o espaço vazio onde
eu caminhava.
Vinhas bela formosa airosa como uma
princesa encantada, e eu fiquei estaco
a olhar-te deslumbrado com o seu semblante
sorriso que portavas, fiquei tremulo quando o
meu olhar te avistou e num impulso quisera
no meu imaginário me apoderar de ti e viajar
contigo para além do tempo...
Tu fazias parte dos meus sonhos do meu
imaginário mesmo que não nos conhecemos,
nossas almas já se aviam encontrado em outra
vida longínqua, apenas adiou o reencontro,
vieste aproposito de avivar o meu planto minha
alma vazia e solitária cansada de tanto caminhar
em vão.
Nossos corpos se reencontraram e se
enamoraram, como na primeira vez que se
avistaram e se enlaçaram, e perderam-se
novamente em gestos românticos e caricias,
e se fluíram felizes de tanto desgostar na
imensidão do tempo...
Nossas almas se reencontram e unem-se
novamente tal como no passado longínquo,
em sonhos que revi em meu pensar, em que
nós éramos felizes, e nossas almas já unidas
fluíram de paixão ardente e caminharam
lentamente felizes acorrentados no amor eterno
em rumo a infinitude do tempo..."
Nuno Freitas
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