"Me vou velejando em sonhos,
numa qualquer calma por sobre
a brisa do vento que suavemente,
embate em minha face, fazendo-a
virar para o outro lado do horizonte
longínquo.
Me vou vagando com um olhar
apreensivo triste em meu pensar,
profundo em busca de algo que,
faça florir a minha vida de encanto.
E na certeza do nada velejo na
esperança do amor encontrar no seu
seio me perder, no infinito do tempo
quando mossas almas, se cruzarem e
se fluírem de amor, no seu mais
esplendor.
Me vou velejando a deriva por entre
um espaço de um tempo em meus sonhos,
meios turbulentos, ao seio do amor me guiar,
e no seu seio pousar de contentamento e viver
as emoções do amor entrelaçados na paixão
terna.
Vivo sonhando num sonho tédio doloroso,
de ter sonhado, ou então de ter despertado.
Me ocupa o esprito indeciso e confuso,
sou como o movimento da esperança no
alto mar que aparece existir sem avançar...
Não me lembro qual o sonho eu me perdi
velejando, nem se portanto sei se a minha
ausência me fizera sofrer de tanto buscar
e não alcançar.
Grandes vagas coisas sonhei dormindo,
no meu velejar em busca do meu amor
eterno...
Sou como o alto mar as ondas andando
de vaga em vaga na esperança de desaguar
no coração de uma mulher e fluir todo o
encanto do amor em seu seio..."
Nuno Freitas
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